Sou de um tempo em que aluno ficava em pé quando um professor entrava na classe, como forma de respeito. O professor estava lá para ensinar, e o aluno, aprender. O professor era o mestre. Os alunos daquele tempo, chamavam professores de "senhor" e "senhora", assim como aos pais.
Não se via crianças batendo boca com os pais por coisas que queriam, nem xingando pais e professores.
Era um tempo em que não havia necessidade de banco diferenciado em ônibus e metrô, para grávidas, idosos ou deficientes. As pessoas cediam os lugares por respeito, educação, e desde pequena a criança era ensinada pelos pais a cederem seus lugares aos mais velhos.
Me lembro de uma vez em que dei palpites em uma conversa entre minha mãe e minha tia, e ouvi : "- psiu! criança não se mete em conversa de adultos!" . Como consequência, aprendi a ouvir antes de falar, e a respeitar. Vejo hoje crianças tapando a boca da mãe enquanto a interrompem, e a família achando lindo a tal criança mimada.
Não, o meu tempo não era perfeito e não gerou adultos perfeitos. Mas havia responsabilidade e respeito.
Me lembro que vendiam a crédito à meu pai e anotavam em uma caderneta (não estou falando da vendinha da esquina, falo de mercadores que nunca o tinham visto). E meu pai pagava, não por causa do SPC (que, aliás, não existia ou era pouco usado, sei lá), mas porque seria desonroso ficar devendo. E honra era coisa séria.
Ser pego em mentira, roubo ou adultério era extremamente vergonhoso. Muito diferente de agora, onde uma sociedade aceita políticos notoriamente mentirosos, e depois reclamam de sua atuação. Que acha super "in" o troca-troca de casais nas telenovelas, mas quer que seu cônjuge seja o exemplo de fidelidade.
Acha a parada gay a expressão máxima da democracia, mas pede a Deus que seu filho não seja gay (o da vizinha pooooode!) - sorry, mas sem hipocrisia, eu também não quero que o meu seja.
E por falar em democracia, em nome dela vemos o caso da aluna x Universidade no caso do micro vestido vermelho. O mesmo que ela usou depois, em fotos, e puxou bem para baixo, para fingir que era maior e vender uma outra imagem.
Minha pergunta é: se de fato ela achava que o vestido era condizente com uma escola, proque nas fotos o puxava para baixo, aumentando-o? Por quê não o manteve na altura original, a altura em que o usou na sala de aula, se era coerente e decente?
Tempo bom aquele em que aprendíamos que nossas ações causavam reações, que eramos responsáveis por nossos atos e escolhas (e ninguem mais), e que ouvir "não" de nossos pais nos fazia crescer.
Pronto, falei!
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